Você sabe O que é Champagne e o que é Espumante?

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Abaixo, segue na íntegra um artigo do enófilo e consultor de vinhos Pedro Missioneiro, que explica porquê todo “Champagne” é um “Vinho espumante”, mas nem todo “Vinho espumante” é um “Champagne”.
Vale a pena conferir!
Champagne, para quem ainda não sabe, é uma denominação que só pode ser aplicada aos vinhos espumantes produzidos na França, numa região triangular, a 150 km de Paris, que compreende o Vale do Rio Marne (Valée du Marne), as elevações da cidade de Reims e a Côte des Blancs. Todos esses lugares são conhecidos como a região de Champagne! É uma região tão calcária que seus sapatos ficam sujos de giz ao caminhar por entre os vinhedos das vinícolas ali existentes! O mundo todo tenta copiar essa receita de vinho duplamente fermentado, descoberta pelo monge beneditino Don Pérignon nos idos de 1650. A Espanha tem a “Cava”, a Itália os espumantes “Asti” e “Prosecco”, a Alemanha o “Sekt”, e outros paises têm as suas bebidas, porém nenhuma se iguala ao legítimo “Champagne” francês. Poucos brasileiros sabem que as características do solo e do clima do sul do Brasil são perfeitas para a produção de espumantes… E mais! O nosso espumante deve ser tomado com muito orgulho, pois é respeitado até por renomados enólogos da própria região de Champagne, que o consideram o segundo melhor do mundo! (Meu caro amigo Philippe Mével, enólogo da Moet & Chandon, é um deles!). Esteja certo de estar fazendo bonito bebendo e servindo a seus convidados os nossos espumantes produzidos na região do Vale dos Vinhedos (Garibaldi e Bento Gonçalves – RS). Se ainda não provou, experimente! O mercado tem ótimas opções, como o Chandon Brut Excellence, o Marson Espumante Brut, o Miolo Espumante Brut, o Valduga Espumante Blush – um rosado delicioso, o Cavalleri Brut e o Cavalleri Moscatel (elaborado com a uva Moscato Giallo) – maravilhoso e imbatível para quem aprecia espumantes doces, entre outros. E o Champagne, além de gostoso, tem sua trajetória repleta de histórias saborosas… Conta-se que aquelas taças bem abertas, que nossos avós usavam para degustar e beber champagne, que hoje são aconselhadas apenas para as bebidas tipo doux (doces), teriam sido moldadas nos seios da bela Helena de Tróia. A marca Pol Roger, a predileta de Sir Winston Churchil, mandou produzir um tamanho de garrafa especialmente para ele, que considerava a meia garrafa (375ml) pequena demais e a garrafa normal (750ml) grande demais, passando então a lhe entregar a bebida em garrafas de 500ml. Aliás, o espirituoso estadista dizia, a exemplo de Napoleão, que bebia champagne nas vitórias porque merecia e nas derrotas porque precisava. A Madame Lilly de Bollinger, proprietária da casa do Champagne Bollinger, gostava tanto do espumante que produzia, que costumava dizer: ”Bebo champagne quando estou feliz e também quando estou triste. Às vezes bebo quando estou sozinha, mas quando tenho companhia considero obrigatório! Se estiver sem fome, bebo champagne, e também bebo quando estou faminta. Às vezes eu nem toco na bebida, a menos que tenha sede…”


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